sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ah Bela,

Procuro tuas pernas entre as minhas para
que eu possa adormecer como outrora.

A ausência da tua carne cheia de vida me inquieta. Me agita.
Meu quarto é pequeno diante do desejo.


Caiu em pensamentos meus, ora são teus, ora nosso.



Nosso.



Há pouco foi nosso. Há pouco fomos nós.
Agora estamos o que somos. Eu. Tu.



Ès minha pequena 'rosa desfolhada', como foi dito

por quem soube amar e cantar o amor.


E te amando, assim como o poeta Vinícius amou
a 'menina com a flôr no cabelo', te canto qualquer
canção com meu riso e vou eternizando teu sorriso
em meus olhos já cansados de olhar para o além.





Com carinho, Tua.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010


Do teu riso das noites

Do teu calor nos abraços

Da tua mão que acaricia

Do teu olhar de contemplação

Do teu sono displicente

Do teu sorriso de bom dia.



É disso que me faço.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Pouco


Me deixa ser um pouco, somente um pouco para ti
Um pouco que faz o muito e esse que te alegra



Ser parte de um todo e ser parte importante



Anseio por mostrar que posso, que quero e que vou
Dentro do que tenho, ser um pouco do que te agrada
Mas que agrada muito e que alimenta a alma


Que te faz sorrir por ser eu, um pouco, do que imaginas
que posso ser.



Me faz um pouco, não o pouco.








(Rafaela Moura.)

domingo, 17 de janeiro de 2010


Somos todos um.

Deve haver uma linearidade nisso.

Falo dessa constância em ser da mesma maneira, às vezes.
Mesmo que pareça pertencer a momentos pré-determinados,

como algumas vezes finjo acreditar que são eles os causadores
dessa persistência sem propósito. Ou talvez eu esteja enganada
da forma mais profunda e tudo isso venha a ser, na verdade, o
maior propósito da minha existência.

Não sei se descobrirei isso como verdade.
No entanto, ela não deixará de ser.


Por vezes me sinto tão irracional com essa consciência.
Dentro de mim ela grita clamando por uma ajuda universal, e além ainda.

Mais do que possa, eu, imaginar.


Nesse sentido, alcanço o meu racionalismo, embora não pareça
algo conciso, percebo que é real. Eu vejo que é possível, porém
ainda que seja real, a nossa locura humana não permite ser, é
necessário uma consciência interligada.

Nós.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010



Eu bem que queria
fazer-te uma poesia.










E isso é tudo!




Uma carta para não deixar de ser.



Lá vou eu mais uma vez procurando como tola
aquilo que continuo a desconhecer.

Embora já conheça os passos dessa procura subjetiva.

Sigo.

É o buscar que me envolve, não posso negá-lo à mim.

Desfaço-me das lembranças da última estrada que construí
quando ainda estive disposta a me doar tanto a mim mesma.

No entanto, ainda me sinto aglutinada de sentimentos e
perguntas que tive naquele tempo.

Em breve mandarei notícias desse novo Eu.

O mesmo.


terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Onde
não busquei, encontrei tua voz e depois te
senti agarrada ao meu corpo.
Tentei, somente, não pensar e percebi que isso me
cabia, aos poucos e constante encontrava a tua pele
em minhas unhas.

Boca. Nuca. Braço. Mão.

Há um reconhecimento mútuo entre nós e uma
trasmutação inevitável em mim.


Quando sem perceber, já eras mais do que sou.
E ainda és!

Estás.



Acorda, florzinha, que os meus dedos já percorrem
teus cabelos tão cheios de cachos nesse dia que chega.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


'E pela lei natural dos encontros,
eu deixo e recebo um tanto.'



O que se há de fazer com você ?

Na ausência de palavras os teus olhos
continuam a me responder o que tu finges não ser.

sábado, 5 de dezembro de 2009


Há pessoas as quais nos colocamos abertas,
desnudaz, entregues.

E cuspimos nosso interior nelas.


Então, se vai o que há dentro da gente,
em doses absurdas de nós.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


Depois
de tantos dias escutando o silêncio,
a sonoridade da casa retornou.


Tão repentina que não parecia ser aguardado,
embora cada segundo que corria aproximasse
esses dias de som.

Não falo apenas do barulho da voz,
mas principalmente, dos sons que a
presença causa.


São passos, portas batidas, respiração,

risadas, a água que escorre do chuveiro
ligado enquanto uma voz segue cantarolando
algum Chico Buarque.


E tudo isso é só o começo de uma volta!



domingo, 15 de novembro de 2009





Recolhimento.









segunda-feira, 9 de novembro de 2009



Tenho as estrelas como guia
e o céu como caminho.



E sigo.



Roda.

E voltamos ao que não se tinha perdido.


C
heguei a acreditar que havia pouco nisso
tudo que temos e que continuo sem ousar
dizer o quê.

'Aquilo que dói quando você some e aquilo que brilha

quando vejo você chega', numa inconstância tão cheia
de si como nunca tive em outrem.


Você, que andou em mim nesses dias tão solitários
em que estive passando, desejo que sintas o que me
fazes sentir. Um querer sem querer ter.


Algo tão interligado quanto o amor que conduz uma vida.

A minha vida, a tua vida, por vezes, nossa vida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009



Alguns cigarros, pouca bebida,
um café pra mente e Chet Baker pra alma.



"It's all a dream"