Onde não busquei, encontrei tua voz e depois te
senti agarrada ao meu corpo.
Tentei, somente, não pensar e percebi que isso me
cabia, aos poucos e constante encontrava a tua pele
em minhas unhas.
Boca. Nuca. Braço. Mão.
Há um reconhecimento mútuo entre nós e uma
trasmutação inevitável em mim.
Quando sem perceber, já eras mais do que sou.
E ainda és!
Estás.
Acorda, florzinha, que os meus dedos já percorrem
teus cabelos tão cheios de cachos nesse dia que chega.
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