Nossas atitudes são reconhecidas de longe, mas se
fosse diferente não seria você por mim
nem eu por você.
Porque sempre agimos dessa maneira?
Essa foi uma pergunta pertinente em
mim durante um bom tempo e que hoje
aprendi a desfazê-la nos primeiros instantes
de nossos tantos ‘encontros casuais’.
Ainda vejo os mesmos olhos servindo de
trampolim para o que se passa dentro de ti,
e quanto a isso não tenho duvidas, no entanto
venho bombardeando essa ponte que também
surge em mim quando te reconheço perto.
Apesar de por vezes me parecer um esforço inútil...
E entre uma cerveja, um cigarro, algumas
conversas e sempre muitas risadas entre
os nossos, a noite vai seguindo seu caminho
rumo ao amanhecer e continuamos ali, às
vezes frente a frente outrora lado a lado,
numa inquietação disfarçada entre gestos
e trocas de idéias com os amigos mais próximos.
E enquanto isso, percebo alguns movimentos
meus serem acompanhados pelo teu olhar,
assim como faço quando simplesmente resolves
mexer nos cabelos..e tenho uma sensação de
quase poder sentir aquela tua mão em mim.
Então, ao notar que fui denunciada pelo meu
desejo eu desvio tudo em mim, fugindo inconsciente
em direção a você dentro de mim, resgatando o
que já esteve.
Em breve tornaremos a nos encontrar.
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