domingo, 27 de setembro de 2009

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Ando curiosamente em mim.

Na verdade outras vezes já estive bem perto disso,

mas esses dias em especial estive mergulhada em

desejos, e foram “coisas” indefinidas que pulsavam

em minhas veias estreitas já dilatadas de não mais

agüentar conter tanto.


Não sei se são dias quentes ou se meu verão

chegou com a primavera dos outros.


Fui me engolindo quase sem saliva de tanto respirar

pela boca pois o ar que meus pulmões necessitavam

era insuficiente vindo de minhas narinas. E cansada,

fui me disfarçando em pensamentos aleatórios...

Embora todos mais confusos que as minhas sensações,

e então me percebi extasiada, ébria em somente me sentir.


Mas como eu desejava ser sentida por outrém...


Queria na verdade sentir a pele junto ao meu corpo

descontrolado, num movimento sem sentido guiado

apenas pela vontade de se ter, e com as bocas sonoras

orquestrando as mãos.

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