domingo, 26 de julho de 2009

Entre algumas.

Acho que estou como uma daquelas
bolas de futebol que são feitas de
meia que os garotos roubaram das mães...
E talvez bem assim mesmo!

Fui envolvida em camadas ao longo
da vida e são camadas bem familiares,
aquelas aonde nos reconhecemos
nos outros sem precisa ir longe pra isso.
Agora vou me desfazendo de cada meia, sem
devolver ao dono até ver o que encontro
no final, antes que o fim chegue.

7 comentários:

  1. Depois de tanto tempo vivendo por trás de camadas, se reencontrar é realmente uma árdua tarefa!
    mas não tão conflitante como continuar vivendo alheia aquilo que se é.
    =*

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  2. engraçado que apesar de ser um caminho
    de encontro à "quem se é de fato" e embora soe cmo algo benéfico, sentimos uma imensa dificuldade em nos desfazer de quem "parecemos ser". ms vamo lá!

    *:

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  3. "nos enchemos de camadas porque uma só pele é fácil demais de arranhar. As meias dos outros parecem nos guardar melhor...
    então que assim seja... porque é uma descoberta mágica ir tirando as camadas (depois de passado o tempo) e perceber que como numa metamorfose, sua pele está mais grossa."

    (Vanessa Leandro)
    :*

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  4. Mutantes resistentes!

    Nisso que nos transformamos, pensando assim
    não é de total desagrado carregar por um periodo da vida essas camadas pois de certa forma elas podem até nos fortalecer, o que é inaceitável é morrer entre as camadas.

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  5. Bem,eu entendo,mas não sei se concordo mto com a opnião da vanessa, por que penso que essas camadas q adquirimos ao correr da vida podem até nos fortalecer, mas nos impedem de ser quem realmente somos. sooa como artificial e sintético, e enfim, de quem estamos querendo nos esconder, afinal?!

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  6. Entendo bem o ponto de vista e até o momento tudo aqui foi em torno do "retirar das camadas"...que para mim sempre valerão mais do que esse fortalecimento que elas podem me proporcionar, ms não podemos negar a resistência que adquirimos até mesmo para encarar essa descoberta por debaixo das camadas.

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  7. A proteção é inevitável e indispensável.
    precisamos ter amparo. ombros, braços, abraços. alguém, pessoas em torno, que segurem a nossa mão. Ninguém vive sozinho, nem supera nada só. essas camadas sobrepostas pelos outros fazem parte do conviver. queremos sempre guardar aquilo que gostamos. E é disso que quero falar. Dessa necessidade. Não deve-se viver escondido entre camadas, proponho que hajam camadas de proteção. Poucas, mas que elas existam. A gente vai "se livrando" delas com o tempo. O tempo que precisamos para crescer, para ver que já estamos preparados.

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