quarta-feira, 29 de julho de 2009

Oi pai, oi mãe.

Eu sou sustentada por alicerces que embora
sejam frágeis e humanos são os mais
seguros que conheço.

E diante das minhas fraquezas já tão conhecidas por
vocês sinto, às vezes, como se fosse impossível não
ser eu mesma alguns momentos. No entanto, descobri
que consigo fazê-lo sem muito esforço, ainda que
não me pareça a atitude mais apropriada.

Mas é que durante minhas descobertas tentando viver
e ser essencialmente quem sou, me vejo em momentos
que ainda não sei sentir nem pensar, e nisso busco
reclusa obter respostas para apresentar e renovar cada
fragmento meu que por ventura não seja do total
entendimento de vocês.

Vejo o quanto é difícil falar sem dizer mas talvez
ainda mais difícil seja nunca falar coisa alguma.

Tento me ver por vocês, às vezes, imaginando as cores
e o som que transmito mas sei que sempre me soará
imprevisível por mais premeditado que possa parecer.
Eu sei que há muito a ser dito mas só esse comecinho
é para mim como a primeira vez em que vocês
ouviram o som da minha voz deslizando num:
"PAPAI!" ou "MAMÃE!".

E aqui estou eu...a princesinha do papai,
o tesouro da mamãe, a tatinha do irmão.


Filha.

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