Nesses últimos dias tenho andado muito pela cidade,
na verdade além dela e visto lugares igualmente
diferentes. E pude observar, inicialmente por acaso,
a velocidade com que as pessoas vivem e o quão isso
torna a passagem delas nesse plano mais êfemera e
como elas não se dão conta disso. É tão lógico, mas
elas continuam a fuga incessante de suas vidas breves.
E nisso tudo me fiz desacelerar mais
um pouco do ritmo que estava
(que já era sem pressa mesmo), mas decidi ir ainda
mas devagar e buscar sentir o que eu estava fazendo
naquele dia tão normal de uma semana qualquer.
E toda essa desaceleração me permitiu alguns bons
momentos que pra muitos passaria indiferente.
Entre os fatos marcantes desse dia senti minha
sandália quebrar e me veio a possibilidade de voltar
para casa descalça, digo a possibilidade porque quem
vai ter a feliz idéia de resolver tirar os sapatos e andar
descalço por aí?! Pois foi o que fiz, pés no chão,
passos devagar pra não machucá-los, eles tão
acostumados a essa coisa que os veste, e dessa forma
até achei que, peladinhos, combinavam mais comigo.
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