Continuo a te ver com os mesmo
olhos intensos e desejosos de antes, olhos
que diante dos teus tão tímidos e levemente
profundos, sinto meu corpo embriagado
e sigo vagando ilusoriamente ao teu lado.
É de tal leveza e tal peso que permaneço
circunstancialmente inerte. Numa espécie
de tempo sem espaço, não suporto mais
o querer ter e vou buscando, inutilmente,
te ter através dos outros ou nas poucas
lembranças tuas, tentando ocupar por fim
esse espaço nesse tempo que não pára.
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