Desbotando quase como uma fotografia.
Minha memória pouco a pouco se desfaz,
não da tua imagem, mas talvez de pedaços
desse tempo em que vivo e que não sei ao
certo o que foi, no que se tornou ou no que
me transformou.
É um tempo não determinado,
que é passado, presente mas com
futuro além. E num espaço sem
limitações, porque posso estar ou não,
ou apenas uma parte de mim estar.
Tudo um tanto vago mas completo de intenção.
E até natural como o tempo que
leva detalhes de nossas vidas,
mesmo os projetados num pequeno
papel fotográfico. Simplesmente se vai
e um dia pouco restará na memória já
desbotada de um álbum qualquer.
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